Neto vive o fogo cruzado da desistência: a poeira ainda não assentou na oposição

A questão: ele renunciou a uma candidatura ou à condição de líder?
Levi Vasconcelos

“Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram”

Voltaire, poeta e filosófo francês (1694 – 1778

Da hora em que renunciou a possibilidade de candidatar-se ao governo este ano até agora, ACM Neto sofreu um bombardeio de críticas, ao vivo e também pelas redes sociais, balas de aliados insatisfeitos com a posição. A questão: ele renunciou a uma candidatura ou à condição de líder?

Fala Elmar Nascimento (DEM), deputado federal, um decepcionado confesso:

— Um líder tem que ter algumas qualidades básicas. Ser bom gestor, por exemplo. Neto tem. Bom discurso, ele também tem, talvez o melhor. Mas coragem, que é fundamental, não teve. Ele vai pagar por isso. Agora, num futuro próximo ou a vida toda.

Rebelião tucana

Decepções à parte, vida que segue. Os netistas diziam que a Bahia caminhava para uma polarização entre Rui e Neto como belo embate político. Como um Ba-Vi, nos quatro cantos do Estado, como diz o deputado Luciano Ribeiro:

— Não tem mais essa das duas bandas de um município ficar no mesmo lado.

Uma caravana de oposicionistas, com Neto à frente ou no bolo, desembarcou ontem em Feira para rogar a Zé Ronaldo, o prefeito, para topar ser candidato. É a saída para tentar dar um abatimento no estrago da renúncia de Neto.

Mas a coisa já começou recheada de picuinhas. Diziam lá que Neto preferiu Zé Ronaldo, e não João Gualberto, porque Gualberto é jovem e rico. Pode engrossar o pescoço. E Ronaldo tem 70 anos.

O certo é que Gualberto agora bate pé firme e diz que o PSDB não é linha auxiliar de Neto. Está vendo o que fazer da vida. A ideia inicial é lançar um outro pré-candidato

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