Decretos de Alckmin levaram familiares a ganhar R$ 3,8 milhões

Decretos de Alckmin levaram familiares a ganhar R$ 3,8 milhões

Medidas levaram a desapropriações de terrenos envolvendo familiares do tucano, que disputa presidência

Redação
Foto: Nelson Almeida/ AFP

 

Em quatro mandatos como governador de São Paulo, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) assinou dois decretos que levaram a desapropriações de terrenos envolvendo familiares do tucano, conforme reportagem da Folha deste domingo. Os parentes levaram ao menos R$ 3,8 milhões com os processos.

Editadas em 2013 e 2014, as propriedades eram de Othon Cesar Ribeiro, sobrinho do tucano, e Juliana Fachada Cesar Ribeiro, hoje sua ex-mulher e mãe de seus quatro filhos.

Os decretos resultaram em ações judiciais de desapropriação, que resultou na construção de uma polêmica rodovia em São Roque, a 70 km da capital paulista.

Othon é filho de Adhemar Ribeiro, cunhado de Alckmin citado em delações como arrecadador de caixa dois para campanhas do candidato.

Além de aparecer nos decretos, o sobrinho é também parte em um dos processos de desapropriação na Justiça que começou a tramitar em 2014.

Ele chegou a se apresentar pessoalmente em juízo ao lado da então mulher para tratar do assunto. Depois disso, em 2015, entrou com um pedido para ser retirado, alegando ser parte ilegítima pelo fato, segundo ele, de Juliana ser a proprietária e por eles serem, na época, casados no regime de separação total de bens. O juiz, porém, não o excluiu.

Othon e Juliana se casaram em 1999 e também montaram sociedade em ao menos duas empresas, além de participarem de concessões aeroportuárias no interior do estado.

A construção da rodovia em São Roque foi entregue pelo então governador tucano em maio de 2016, ao custo declarado de R$ 84,6 milhões.

A concessionária responsável é a CCR ViaOeste, implicada na Operação Lava Jato. Executivos da empresa disseram ao Ministério Público que pagaram caixa dois a Alckmin por meio de Adhemar, pai de Othon.

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