Produção industrial baiana cresce 2,7%

Frente ao mês de agosto de 2017, a produção industrial baiana também teve um crescimento (1,2%), embora tenha sido o terceiro menor dentre as áreas pesquisadas e abaixo da média nacional (2,0%)

     

Foto: Agência Brasil


Por Lício Ferreira

Descontados os efeitos sazonais, a produção industrial da Bahia apresentou no mês de agosto, o segundo maior crescimento (2,7%) do país, entre os 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás apenas de Mato Grosso (3,0%) e bem acima da média nacional (-0,3%). Frente ao mês de agosto de 2017, a produção industrial baiana também teve um crescimento (1,2%), embora tenha sido o terceiro menor dentre as áreas pesquisadas e abaixo da média nacional (2,0%).

Esta informação foi divulgada, nesta terça-feira 9, e analisada pelo assessor da superintendência estadual do IBGE, André Urpia que credita à produção de veículos (13,7%) e a fabricação de alimentos (4,8%) como responsáveis por esses números positivos. “Esses dois segmentos seguem em alta e puxam, para cima, a produção industrial da Bahia”. Na pesquisa do IBGE, o que provocou o principal impacto negativo na indústria baiana em agosto foi a queda nos produtos minerais não-metálicos (-11,2%)..

Extrativas

Para o assessor do IBGE, a Bahia sofreu, neste ano de 2018, dois grandes momentos de queda na produção industrial. “Exatamente nos meses de março e maio. sendo que neste último (maio), a greve dos caminhoneiros foi o vetor principal e provocou o tombo mais forte. Após este período, o Estado vem apresentando resultados positivos, porém pequenos”, relata. Mas faz uma ressalva: “Se há uma sequência positiva de crescimento na indústria outros setores da economia tais como, Comércio e Serviços vão retomar com segurança a sua caminhada”.

O crescimento de 1,2% na produção industrial da Bahia, na comparação com agosto de 2017, foi resultado também do desempenho positivo das indústrias extrativas (2,0%) e de transformação (1,2%), com avanços em 6 das 11 atividades pesquisadas separadamente no estado. “O maior impacto positivo para a indústria do estado veio, mais uma vez, da fabricação de Veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançou 13,7% em agosto”, relaciona.

Patamar

Durante o ano, a produção industrial na Bahia acumula uma variação positiva de 0,6%. Mas, ainda é bem abaixo do patamar de abril (2,2%), – antes dos efeitos da greve dos caminhoneiros -, e bem aquém da média nacional (2,5%). “No acumulado dos 12 meses, encerrados em agosto, a indústria baiana acumula um crescimento de 0,8%, mesmo reduzindo o ritmo de expansão e continuando abaixo da média do país (3,1%)”, pontua André Urpia. A greve dos caminhoneiros afetou a logística do Estado que tem dimensões continentais.

O IBGE garante que, “embora tenha reduzido significativamente o ritmo de crescimento em relação a meses anteriores, a fabricação de veículos segue puxando a produção industrial baiana para cima. E acumula uma expansão de 18,7% no ano de 2018, enquanto a fabricação de produtos alimentícios (4,8%) exerceu a segunda maior influência positiva na indústria da Bahia em agosto”. Entre os produtos alimentícios que se destacaram na produção industrial baiana estão: carne bovina fresca, cacau ou chocolate em pó, óleo de soja refinado e pasta de cacau.

Recuos

Também tiveram fortes crescimentos, em agosto, a fabricação de Bebidas (13,6%) e de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,5%), embora não tenham tanta influência no desempenho geral da indústria da Bahia, por terem menor peso na estrutura do setor no estado.

Todavia, dentre as cinco atividades com queda de produção em agosto, destacaram-se as influências da fabricação de produtos de minerais não-metálicos (-11,2%) e a de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-4,2%).Ambas são atividades que vêm apresentando recuos sucessivos e já acumulam, em 2018, retrações de -12,9% e -3,4% respectivamente.

As áreas que apresentaram resultados positivos contrabalançaram os resultados negativos do coque. No caso da fabricação de coque, a queda vem ocorrendo desde o mês de outubro de 2017. Neste setor, o Brasil já apresenta resultados positivos desde o mês de abril deste ano.

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