Alta estação é a hora de redobrar atenção com o Aedes aegypit

Quase despercebidos, por causa do processo eleitoral nos últimos meses, os riscos da tríplice epidemia (dengue, zika e chikungunya) estão de volta para atormentar a vida de baianos

Quase despercebida, por causa do processo eleitoral nos últimos meses,os riscos da tríplice epidemia – Dengue, Chikungunya e Zika – estão de volta para atormentar a vida de baianos pelos próximos meses, principalmente com a chegada do verão. O alerta vem do próprio Ministério da Saúde, que mesmo com números relativamente menores que em igual período do ano passado, registrou 320 mil casos suspeitos nas três doenças, dos quais 199 mil foram confirmados, com 157 mortes.

A Bahia é o oitavo estado com maior número de dengue, segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, com 8.243 casos até o dia 04 de setembro, o 5º com maior número de Chikungunya e o 3º no número de casos de Zika. Conforme os dados emitidos pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), em todo o Estado foram 7.796 casos de dengue, 3.582 de Chikungunya e 1.047 casos de Zika. Sete pessoas morreram, sendo que cinco foram vitimadas pela dengue e dois por Chikungunya. Não se registraram mortes por Zika.

Em nota, a Sesab diz que é preciso intensificar as ações de controle em todo o estado, por meio de ações de controle e inspeção sanitária, além de uma ampla campanha de comunicação e saneamento básico nos locais reconhecidamente áreas de criadores do mosquito Aedes aegypit, transmissor das doenças. O Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesab adverte ainda que na Bahia circulam dois tipos de agentes transmissores, denominado (DENV 1 e DENV2) , que aumentam as possibilidades de surtos epidemiológicos e manifestações mais graves das três doença.

O Boletim da Sesab diz que em as doenças apenas 170 dos 417 municípios baianos não registraram casos suspeito das doenças, sendo que em 69 localidades ocorreram simultaneamente as três formas da doença. A região Oeste é a que apresentou maior concentração de casos registrados pela Sesab, com mais de 30% do total, seguida pela região do Extremo Sul, com 29% dos casos.

Alerta

A Secretaria de Saúde emitiu alerta para os municípios do interior do estado, mesmo aqueles que não registraram casos suspeitos das três doenças, ao ressaltar que mesmo nos 170 municípios sem notificação este ano, em 108 deles apresentaram riscos de infestações em graus intermediários ou alto, denotando áreas de riscos. Com bases nas análises de dados, o alerta se estende ao período do verão, “sendo fundamental intensificar estratégias de monitoramento, prevenção e controle, capazes de interromper a cadeia de transmissão”, diz a nota.

Na Bahia, 100 municípios notificaram casos de Zika este ano. Os casos mais graves estão em Pé de Serra, com 315 casos, Cotegipe (48 casos), Paratinga (97), Riachão do Jacuípe (50 casos), América Dourada (11 casos). A Sesab informou que este ano não foram registradas mortes por Zika.

Os casos de Chikungunya foram registrados em 104 municípios. Dentre estes, destacam-se Teixeira de Freitas, com 2.365 casos, Itanhém (146 casos), Coração de Maria (121), Ribeira do Pombal ( 156), e Belmonte (25). Segundo a Sesab, duas mortes foram registradas este anjo, sendo que um ainda está em fase de investigação das causas.

Os casos de dengue é que foram os que mais atingiram cidades no interior do estado, 215, dos quais 39 tiveram um coeficiente elevado de infestação, configurando um estado de alerta para a ocorrência de epidemia. Das 215 localidades, a Sesab destacou as cidades de Bom Jesus da Lapa, com 743 casos, Correntina (669), Paratinga (298) e Belmonte (249), como os que apresentaram maiores coeficientes de infestação, medido por cada 100 mil habitantes. A Sesab já contabilizou cinco mortes este ano

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