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Turistas desistem do Guaibim como destino, mas situação é de normalidade

Turistas desistem do Guaibim como destino, mas situação é de normalidade

08/01/2022 23h51
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Por: Rodrigo Mario Fonte: baixo em pauta
Turistas desistem do Guaibim como destino, mas situação é de normalidade

Turistas desistem do Guaibim como destino, mas situação é de normalidade

A ressaca este ano foi diferente: solidariedade e mobilização, com esforço de voluntários e líderes sociais tentando recuperar o que se perdeu, mas a publicidade do pânico prejudicou o movimento.

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Assim como os moradores de algumas comunidades do distrito de Guaibim sofrem ainda com o efeito das fortes chuvas que se abateram sobre a Bahia, o “destino” Praia de Guaibim, “filho renegado da Costa do Dendê”, está à míngua, sem o já pequeno fluxo turístico habitual (ou menor do que deveria/poderia), situação que é consequência das enchentes e, – não se pode deixar de comentar – também do ALARDE, que uns podem chamar de atitude prudente, sobre a impossibilidade de tráfego pela única via de acesso que é a BA-887.

Lembro do que uma liderança política, que também é meu amigo, uma vez me disse: “na hora da tensão, há de respirar antes de qualquer atitude”. Mas, não foi assim: as notícias para quem queria vir pra cá eram: a estrada pode desabar e não tem fornecimento de água. As informações oficiais foram publicadas ventilando um “estado crítico” que atrapalhou tudo.

Muitas famílias atingidas pelas enchentes sobrevivem do artesanato, da prestação de serviço que sempre aumenta a oferta de empregos temporários nessa época, da venda de peixes e mariscos, etc. Aí, o que aconteceu foi piorar o que já estava bem ruim.

Casas foram desalugadas, reservas em pousadas e hotéis canceladas porque a informação oficial era de não tinha como chegar ao destino, já tão castigado pela falta de infraestrutura e carente de investimentos que efetive a atração e a recepção ao turista. Restaurantes não contrataram porque a circulação de pessoas foi frustrada. Em resumo, em comparação aos outros anos, o Guaibim está vazio.

Resultado: no Guaibim, o movimento é mínimo, o comércio não vende, o trade desanimado e desesperado após 2 anos de pandemia que já tinha prejudicado muito, além dos moradores que perderam a oportunidade de uma renda extra no período de aquecimento da economia, sem deixar de ter, ainda, expectativa com o Carnaval.

Sabe-se que a estrada, que é estadual, foi sim afetada e até agora o Governo da Bahia ainda não se fez presente para as devidas recuperações. Vale salientar que a rodovia, que é uma BA, não é de responsabilidade da Prefeitura de Valença, mas é da gestão municipal o papel de sinalizar à Seinfra Estadual os trechos comprometidos, acionando as equipes para solucionar o problema. Não se sabe se essa providência foi tomada.

Talvez o azar do Guaibim tenha sido o local em que se encontram as crateras, abertas pela subida das águas longe do Atracadouro Bom Jardim, já que Valença é apenas uma “estação de transbordo” para as ilhas do arquipélago de Cairu, aonde está localizado o terceiro destino turístico da Bahia. Ou seja, se os buracos tivessem localizados antes do trevo do aeroporto (desativado), provavelmente já teriam desaparecido, até porque o verão está aí, quente para o Morro de São Paulo, mas ainda frio para o Guaibim, a praia que poucos enxergam o potencial.

A informação correta é que qualquer veículo entra e sai do Guaibim desde o ano passado, sem dificuldade, mas o que foi propagado gerou enormes prejuízos.

Enfim, o que tem que ser sublinhado aqui é que essa talvez seja a pior alta estação do Guaibim. O clima é de inverno, salvo a insistência na alegria por parte nativos, amigos e parentes dos que possuem casas de veraneio.

Enquanto isso, vamos recebendo cada visitante com o calor humano que nos é peculiar, e com um resistente sorriso no rosto.

Não se pode deixar de dizer que hoje (8/1), nossa Praia funciona na total normalidade, com forte presença da Prefeitura Municipal na localidades atingidas (limpeza, capinagem, recuperação de calçamento, equipes da saúde, promoção social, etc – a reclamação dos moradores é a ausência do SAAE). Não está como queríamos, claro, até porque nossa vontade era de ver o Guaibim com toda a estrutura para moradores e visitantes, além de vê-lo sendo devidamente “vendido” como destino turístico, pelo paraíso que é, para o Brasil e o mundo.

Não se pode deixar de ressaltar que se presenciou mais de 100 pessoas da gestão percorrendo o Guaibim neste últimos dias, dando assistência aos atingidos, limpando, retirando lama, fazendo capinagem, visitando as casas, etc.

Quase 15 dias após os acontecimentos, ainda falta o conserto da informação sobre o Guaibim e o impulsionamento do turismo neste janeiro diferente, que requer esforço extra e maturidade dos responsáveis pela gestão. A imagem que ficou foi aquele vídeo aéreo do Guaibim inundado e até agora ninguém conseguiu substituir por outra imagem, a real, a de agora, para tranquilizar o turista e incentiva-lo a nos visitar.

Espera-se agora a peça publicitária forte e chamativa: Enfim, o sol saiu, o Guaibim continua lindo. Venha!

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