
O Sindicato dos Rodoviários da Região Metropolitana de Salvador (Sindmetro) informou, nesta quarta-feira (18), que avalia aderir à paralisação nacional dos caminhoneiros prevista para os próximos dias. A possível mobilização acende um alerta para o transporte público na RMS, com risco de redução na circulação de ônibus.
De acordo com o presidente da entidade, Mário Cléber, a insatisfação da categoria está ligada à percepção de que as medidas adotadas pelo governo federal ainda não produziram efeito prático na queda do preço do diesel.
Além disso, o sindicato cobra do governo da Bahia a revisão da carga tributária estadual sobre o combustível, destacando que os impostos chegam a R$ 1,17 por litro.
Em nota, o Sindmetro afirmou que empresas do setor já se preparam para um cenário de restrição, com planejamento de diminuição de horários e da frota em operação. A eventual paralisação pode atingir diretamente os municípios da Região Metropolitana de Salvador que dependem do sistema de transporte coletivo.
Outro ponto de preocupação levantado pela categoria é o impacto trabalhista. O sindicato teme demissões em meio à crise e solicitou garantias formais ao sindicato patronal para evitar desligamentos durante o período de instabilidade. Mário Cléber foi enfático ao afirmar que não aceitará dispensas sem justa causa comprovada.
Caso a adesão seja confirmada em assembleia, a paralisação deve ocorrer por 24 horas.
No âmbito federal, o governo anunciou um pacote de medidas para tentar conter o avanço do preço dos combustíveis. Entre as iniciativas, está a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que pode gerar uma redução estimada de R$ 0,32 por litro ao consumidor.
Também foi editada uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção no mesmo valor (R$ 0,32 por litro) a produtores e importadores, com o objetivo de equilibrar o mercado. Outra ação adotada foi a criação de uma tributação sobre a exportação de petróleo, como forma de estimular o refino interno e reforçar o abastecimento no país.
O cenário ainda é de indefinição, mas a possibilidade de paralisação amplia a pressão sobre governos e empresas em torno de uma solução para o custo do diesel e seus efeitos no transporte público.
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