
O prefeito reeleito Bruno Reis (União Brasil) prometeu neste domingo (6) que vai autorizar a volta de algumas linhas de ônibus suprimidas durante a sua gestão. Ele, no entanto, não deu prazo para a medida nem informou quantos itinerários serão estabelecidos. Segundo a campanha do prefeiturável derrotado Geraldo Júnior (MDB), o prefeito suprimiu mais de 130 linhas.
Em coletiva de imprensa após o resultado que confirmou seu favoritismo nas urnas, Reis disse que o adversário explorou o tema de forma “desleal”
“Nós contratamos há 90 dias um BIAI [business intelligence artificial], que é um sistema com inteligência artificial que, a partir dos celulares das pessoas, consegue identificar o fluxo por onde elas transitam na cidade. Esse trabalho já aponta a necessidade do retorno de algumas linhas e já aponta a necessidade de colocação de outras linhas. Vamos tentar mediar isso com o Ministério Público e com o governo do Estado. Mas, caso eles não aceitem, eu já tô antecipando que mesmo assim eu farei, correndo risco de ser processado”, declarou o prefeito.
Ele justificou que a supressão das linhas foi uma exigência contratual para atender a uma exigência da própria administração estadual.
“Até então a gente seguiu o que estava no contrato do programa firmado pelo governo do Estado, por exigência desse contato, para fazer a integração das linhas. Eles usaram isso na eleição de forma desleal. Já houve uma proporção muito maior de integração de linhas antes de 2020, e esse debate não foi travado”, afirmou.
Reis afirmou que a modelagem de contratação do metrô é “desastrosa” e levará o modal a ser o mais não do mundo. “Em vez de fazer integração de passageiros, faz integração do transporte para reduzir o risco de demanda. Então mesmo correndo o risco de ser processado, eu vou retornar diversas linhas que mostram que elas são necessárias diante do fluxo das pessoas, caso o governo do Estado e o Ministério Público não aceitem”.
Ao falar sobre sua vitória na corrida eleitoral, Bruno disse que nenhum dos adversários conseguiu apresentar bons projetos.
“Se tivessem apresentado, eu iria recepcionar e executar. O que a gente viu na campanha foi um monte de promessas que não seriam cumpridas, que não são as prioridades de Salvador nem estavam no foco dos problemas das pessoas”, disse.
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