
Quem não sabe rezar... chinga Deus e ainda tropeça no microfone
A última sessão pegou fogo, a nossa ilustre vereadora Ana Fraga — debutando na arte de legislar — resolveu mostrar serviço. O problema é que, na pressa de aparecer, tropeçou na própria língua e fez mais barulho que carro velho em ladeira.
Na última sessão da Câmara, Ana, que anda na disputa acirrada pelo título de "Maior Puxa Saco de 2025", resolveu meter o dedo na cara da Secretaria de Educação. Com todo gás, chamou a pobre secretária de incompetente, pediu a cabeça da mulher como se fosse imperador romano no Coliseu... tudo isso por causa de um contrato de aluguel de uma escola que não tinha sido renovado.
Mas como quem fala demais dá bom dia a cavalo, Ana foi além. Chamou o dono do imóvel, o bom Seu Genaro, e fez questão de reafirmar tudo em voz alta:
— Né, Seu Genaro?!
Parecia até que estavam ensaiando uma peça de teatro do grupo escolar.
O problema, minha gente, é que a novela já tinha tido final feliz antes do espetáculo começar. O próprio prefeito Medrado — aquele que ela tanto defende que já devia ter cadeira cativa no gabinete — já tinha garantido que escola nenhuma ia ser fechada. Era só a velha e conhecida burocracia que atrasou o contrato, mas tudo já tinha se resolvido.
Ficou feio? Ficou. Mas vamos dar um desconto: é o primeiro mandato. O microfone assusta, a ansiedade bate, e às vezes a vontade de mostrar trabalho vira um show de tropeço. Ainda bem que o povo de Valença, com seu coração generoso, perdoa — mas não esquece. E se continuar assim, Ana vai acabar ganhando uma nova alcunha: "A vereadora que brigou com a secretária... por um aluguel já resolvido".
E como diria Seu Genaro, agora famoso sem querer:
— Eu só vim trazer a chave, moça...
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